Como o Marketing Usa a Pirâmide de Maslow para Conquistar Clientes
- Felipe Campos
- 30 de abr. de 2025
- 2 min de leitura

Em um mercado cada vez mais competitivo e emocionalmente saturado, entender o que realmente motiva o comportamento do consumidor é mais do que um diferencial: é um imperativo estratégico. E poucos modelos explicam isso de forma tão clara quanto a clássica Pirâmide de Maslow.
Criada pelo psicólogo Abraham Maslow em 1943, a teoria hierarquiza as necessidades humanas em cinco níveis — das básicas às mais complexas — e nos mostra que só buscamos certos desejos quando os mais fundamentais estão atendidos.
O que isso tem a ver com marketing? Tudo.
🎯 Entendendo o consumidor pela lente de Maslow
Cada produto, serviço ou marca se posiciona em algum ponto dessa pirâmide — e é ali que ela encontra seu público. Veja como:
1. Necessidades Fisiológicas
Marcas de alimentos, bebidas, colchões, roupas básicas e até medicamentos atuam nesse nível. A comunicação aqui é direta: “Você precisa disso para sobreviver e se sentir bem.”
Exemplo: campanhas de delivery prometendo agilidade e saciedade. Nada de luxo, só necessidade.
2. Segurança
Produtos que oferecem proteção, estabilidade e previsibilidade. Aqui entram seguros, serviços bancários, tecnologia antifraude, saúde, previdência e até moradia.
Exemplo: bancos que prometem "cuidar do seu futuro", ou plataformas digitais que enfatizam “criptografia de ponta a ponta”.
3. Pertencimento
Marcas que constroem comunidades, estilo de vida e conexões emocionais. Moda, redes sociais, grupos de afinidade, e até certos alimentos (como cafés artesanais) se posicionam aqui.
Exemplo: a Coca-Cola sempre vendeu mais “compartilhar momentos” do que refrigerante. A Apple, mais pertencimento à inovação do que só tecnologia.
4. Estima
Aqui estão os produtos que reforçam status, autoestima, sucesso e prestígio. Marcas de luxo, carros, relógios, cursos premium e posicionamentos pessoais.
Exemplo: campanhas que dizem “você merece”, “para quem chegou lá” ou “exclusivo para poucos”.
5. Autorrealização
Este é o nível mais elevado. Marcas e campanhas que falam de propósito, legado, impacto positivo, transcendência. Muitas startups de impacto, movimentos sociais e empresas com propósito se conectam aqui.
Exemplo: o marketing da Patagônia, que defende a sustentabilidade, ou o branding da Natura voltado à beleza com consciência.
📌 Por que isso importa?
Porque ninguém compra um produto. Compra-se a promessa de uma necessidade sendo atendida.
Compreender em que nível da pirâmide está seu consumidor — e em que nível sua marca atua — é essencial para:
Criar mensagens mais humanas e conectadas.
Construir narrativas mais eficazes.
Posicionar seu diferencial de forma emocionalmente relevante.
🧠 Dica final para profissionais de marketing:
Quando for criar uma campanha ou estratégia de branding, pergunte-se: “Qual necessidade humana eu estou resolvendo?” A resposta a essa pergunta pode transformar uma venda pontual em um relacionamento duradouro.
Se este conteúdo te ajudou a refletir sobre o seu posicionamento de marca ou estratégia de marketing, vamos conversar, vamos trocar ideias.




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